4.18.2006

O Caso dos Exploradores de Cavernas


▪Processados e condenados à morte pela forca pelo tribunal do Condado de Stowfield, os acusados recorrem à Suprema Corte de Newgarth, 4300 d.C.

●Exposição dos fatos conforme narrado no livro.


Os quatro acusados pertencem à uma organização amadora de exploração de cavernas. Um dia, ao explorar uma caverna de rocha calcária, ocorre um desmoronamento que obstruiu a entrada, deixando os cinco exploradores impossibilitados de sair.
Pela demora no retorno dos exploradores, é enviada uma equipe de socorro. São feitos gastos elevados com um enorme contingente de homens e máquinas com diversos especialistas em vários setores estudando uma forma de desobstrução. Ocorrem deslizamentos sucessivos, ocasionando 10 mortes de operários. Os fundos exauriram-se e a libertação foi realizada apenas no 32º dia.
Os exploradores estavam apenas com escassas provisões e a caverna era inerte. Teme-se morte por inanição. Possuíam, também, um rádio à pilha. Quando a equipe externa estabelece contato, no 20º dia, um médico afirma que têm escassas chances de sobrevivência por mais 10 dias. Os prisioneiros perguntam se podem sobreviver com a carne de um deles. O médico, a contragosto, responde afirmativamente. Whetmore (o porta-voz do grupo) pergunta se, tirando na sorte um dos cinco, haveriam problemas morais. Nem o médico, nem o juiz nem o sacerdote da equipe de resgate quiseram se posicionar ante a questão. Os exploradores desligam o rádio.
No 23º dia, Whetmore é comido. Segundo as investigações, na hora de tirar a sorte, após quatro prisioneiros terem lançado seus dados, Whetmore hesita e é forçado a aceitar uma vez que todos assentiram com sua idéia. Joga o dado e é o escolhido. Depois de tratados física e psicologicamente, os quatro exploradores são denunciados.

▪No julgamento, os jurados pedem que o juiz julgue o caso: condena-os à forca. Os membros do júri pedem prisão preventiva de seis meses e que o caso passe pelas mãos de quatro juizes.

Foster, J. – Inocenta-os. Utiliza os argumentos do jusnaturalismo e de um Tribunal da Natureza: estavam longe da nossa realidade “Há algo mais no destino desses homens”. Relaciona à excludente da Legítima Defesa.
Tatting, J.Neutro. Possui dúvidas. Discorda dos argumentos de Foster. “Se um fizesse aniversário enquanto estava aprisionado, longe do nosso juízo, comemoraria só quando estivesse livre?”. Afirma que agiram intencionalmente.
Keen, J.Condena-os. Discorda de Foster. “é convicção humana de que o assassinato é injusto e que algo deve ser feito ao homem que o comete”. Não aceita procurar lacunas na lei. Para ele, a condenação ao homicídio permite felicidade e despreocupação.
Handy, J.Inocenta-os. Acha que devia ser analisada a natureza do contrato. Analisar os fatos à luz da realidade humana e não de teorias abstratas. Os juízes são os que mais se afastam da realidade. Levar em consideração a opinião das massas.



●Exposição do julgamento

▪Veredicto 5º, a partir do julgamento no Tribunal de Newgarth.

▫Gorayeb M, J. – Em posse do conhecimento dos acontecimentos por conta da repercussão na mídia, era de se imaginar que fosse acabar pousando em minhas mãos este caso extraordinário. As mais diversas opiniões me chegaram aos ouvidos. Os clamores do público indignado, ou mesmo piedoso e leigo, surgiam de toda parte como burburinhos de mesa de bar quão impressionante era a abrangência do assunto. Minhas idéias retorceram-se pelos mais sinuosos caminhos e confrontavam-se com repulsa mútua tão grande a ponto de pensar marcar consulta a psiquiatras. Com o caso em mãos, vejo minhas suspeitas, a respeito de um suposto esclarecimento e calmaria nos pensamentos, estavam equivocadas.
Meus colegas assumiram posições corajosas em ambos os lados do incidente. Até o atual momento em que redijo estas linhas, não possuo uma posição a respeito do caso. Nunca imaginei que fosse presenciar, quanto mais participar, de evento com conseqüências, possivelmente, tão avassaladoras. A única certeza, porém, é que a condenação à forca seria um tanto paradoxal, tendo em vista que os esforços para o prezo da vida foram absurdamente grandes – incluindo enormes mobilizações e o preço de 10 mortes. No entanto, minha certeza firma-se justamente no ponto que não me cabe tocar, obrigando-me a voltar à resposta objetiva de sim ou não para algo tão subjetivo.
As condições descritas são excepcionais. A dúvida e receio na hora do contato com os réus, ainda enclausurados, retrata o sentimento dúbio de ímpeto para salvar vidas e de repúdio à prática da morte (observado com a resposta à antropofagia do médico a Whetmore e a posterior recusa de opinião por parte do próprio médico, juízes e sacerdotes presentes quando questionados sobre a moralidade da possível futura ação). A questão exposta, ainda em vida, pela vítima, explicita a preocupação prévia quanto aos acontecimentos, penas, preconceitos quando fosse-lhes cedida a liberdade. Atento, assim, que os prisioneiros tinham uma leve idéia, ao menos, das conseqüências.
O enclausuramento, portanto, não os separou instantaneamente do mundo em sociedade, onde, como o colega Foster cita, é regido predominantemente pelo Direito Positivo. Tampouco os fez perder a noção da realidade para além dos limites da caverna. Diante do silêncio no rádio de comunicação, provavelmente, perceberam que seria impossível colocar os expectadores do caso de forma que estivessem a par da situação real, tomando o direito de julgar, por eles mesmos, a melhor solução, sem comprometer os outros e evitando uma morte iminente.
A outra solução, que muito pulula na mente de muitos, sobre a possibilidade de esperar que o mais fraco morresse para que os demais se saciassem, não demonstra efetividade se analisada friamente. Não há garantias posteriores, quanto mais anteriores, de que apenas um prisioneiro estivesse em estado de maior inanição, sendo possível que mais de um estivessem em mesmo nível, uma vez que vêm trabalhando junto, submetidos às mesmas condições. Esperar pela morte poderia ser tarde demais. E, se ainda isso fosse esperado, nada garante que a denúncia à antropofagia não seria realizada.
Conforme meu caro colega Keen, concordo que a condenação dos homicídios proporciona uma vida tranqüila. O §12-A do NCSA prevê que “Quem quer que, intencionalmente, prive a outrem da vida, será punido com a morte”. Como parece ser de consenso majoritário, o descumprimento da lei pode trazer danos irrecuperáveis, incluindo muitas novas exceções se esta for concedida. Cabe analisar algumas questões: os réus privaram a outrem da vida. Agiram intencionalmente? Tomando a linha de raciocínio de meu colega, o que faz com que determinada ação seja tomada? Uma razão prévia, seja ela com fundamentos ou não. Essa razão prévia permite outra solução, que não seja a morte? Aí está o ponto que vossas excelências precisam se deter!
O que fez a Legítima Defesa ser aprovada no Tribunal e colocada como ponto crucial na investigação dos fatos de um delito? Voltando ao assunto em questão, sem mais delongas, nossos réus se encontravam em uma situação que lhes dava apenas duas opções: morrer, todos, a esperar socorro (sim, como o caso descreve, a possibilidade de sobrevivência sem o delito seria de 10 dias; a libertação ocorreu 12 dias após o contato); ou realizar a proposta, ironicamente, feita pela vítima. Assim como na Legítima Defesa, das duas opções, é julgada e absolvida a segunda.
Os indivíduos encontravam-se em estado de necessidade, previsto no Código Penal, onde aquele que “pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se”. E, conforme o colega Tatting coloca, “o homem que repele ameaça à sua vida, age em resposta a um impulso”. Assim é vista a Legítima Defesa. E o perigo da morte por inanição, não é também assim? Afinal, a Constituição reputa direito fundamental à vida. “Se reputa legítimo até mesmo tirar a vida a outrem em estado de necessidade de salvação da própria”.
Os quatro sobreviventes, mesmo que não estivessem em pleno estado natural (por ainda terem as noções de conseqüências do juspositivismo), faziam, no período de clausura, o uso do jusnaturalismo. Como vós, caso lhe fossem retiradas as leis, ou caso fossem expostos a situações que não são supridas pelas mesmas; podendo essas situações serem provocadas pelo isolamento físico, por culturas diferentes, ou mesmo pelo tempo. Da mesma forma que readaptamos nossas leis para nossa cultura e necessidades atuais, deveríamos levar em consideração a readaptação do §12-A para o caso em questão. Nossa lei não prevê determinadas situações fora do nosso cotidiano.
Mesmo que o caro Keen se recuse a admitir, a constituição possui lacunas, principalmente se exposta a situações extraordinárias. O caos por essa exceção não será implantado, simplesmente pelo fato de não acontecerem casos como esse todos os dias! E, se por acaso vierem a acontecer, é nosso dever atualizar os códigos. Porque a história muda. Nós mudamos com ela e temos que nos adaptar, como viemos fazendo até o então momento.
Por tudo que apreciei no presente processo, e ante o exposto, com base nas provas, meu veredicto é inocentá-los. Não há como julgar com uma ação ou um fato muito usado no passado como crime, aplicando uma Lei do presente, ou proibir atos aceitos em diferentes culturas com base em apenas uma cultura.Julgo que não há como puni-los por optarem pela vida, utilizando a proposta da própria vítima. Assim sendo, julgo os acusados inocentes.



Alessandra Gorayeb Martins.


Newgarth, 14 de abril de 4300 às 11:00 a.m.




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Trabalho de Introdução ao Estudo de Direito. Professora Eva Franco.

28 comentários:

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

este resumo nao esta coerente, no que eu entendi do livro eles nao desligaram o radio, foram as pilhas q acabaram.... e o medico, o sacerdote e o juiz nao tiverem nenhuma resposta sobre a questao de que se eles podiam se alimentar da carne de um dos componentes!!!

nadja disse...

no momento em que Whetmore pergunta sobre a capacidade de sobrevivencia depois de comerem carne humana e ninguem responde, inclusive o médico, e o radio silencia,subtende-se que foi desligado. portanto o resumo está coerente.

Anônimo disse...

GOSTEI MUITO DO RESUMO !
ESTOU PESQUISANDO O CASO DOS EXPLORADORE DE CAVERNAS POIS TENHO UM TRABALHO A FIM DE NOTA BIMESTRAL E GOSTARIA DE TER UMA NOCAO DE COMO ELABORAR E FOI AKI QUE ENCONTREI A MELHOR OPCAO!!!

Anônimo disse...

no que entendi do livro quem jogou o dado na vez de whetmore nao foi o proprio como o resumo mostra e sim um dos outros exploradores.

mariana disse...

Whetmore dá a idéia de matar um deles e fazer o sorteio nos dados. Convence os outros, mas depois se arrepende. Depois os outros resolvem que essa é a unica "saida" para a fome, e após resistir, whetmore aceita o combinado, mas não lança os dados. Permite que outro os lance em seu lugar. Fatalmente, ele é o "escolhido".

Gilberto Santos disse...

Há algumas divergências nesse resumo, tipo, eles foram libertados no 23º dia e não no 32º, não usavam rádio e sim um comunicador de mensagens que não acabou as pilhas, os responsáveis pelo resgate que alegaram erroneamente esse fato, só não foram enviadas mais mensagens. Whetmore foi morto no 20º dia logo após decidida a sorte e não no 23º.

Anônimo disse...

Necessário que seja lido novamente o livro antes de postar comentánrios, pois na página 3 no último paragrafo informa que no vigésimo dia... tinham levado consigo... um RÁDIO..." na pagina 5diz-se: "Quando os homens foram finalmente libertados soube-se que, no VIGÉSIMO TERCEIRO DIA após sua entrada na caverna, Whetmore tinha sido morto...", na página 3 informa que foram libertados após 32 dias...
Resumo coerente sim, com leitura feita.

Anônimo disse...

uma nova leitura se faz necessária por algusn dos comentaristas aqui. Opnião mais coerente, é do anônimo que postou em dois de outubro. só cometou um equívoco ao dizer que no último parágrafo eles se utilizaram de um rádio. Segundo Lon L. fueller na tradução de Ivo de Paula pela editora LEUD "foi levada uma máquina sem fio, capaz de enviar e de receber mensagens.".

As demais informações estão corretas como a data do assasinato de Whetmore no 23 dia, a data em que conseguiram sair da caverna 32 dia.

Anônimo disse...

Bom,li o livro para um trabalho da faculdade. e o que esta no livro nao condiz muito com o que consta no seu resumo, pois eles na verdade ficaram sem pilha no radio, e as autoridades nao lhes deram voz afirmativa que poderiam cometer o ato feito. e no livro eles foram condenados a morte na forca, pois no recurso houve duvida quanto aos juizes que dessidiram manter o veredito do tribunal

MARCELO KLIMKE disse...

AUTOMATICAMENTE, ALGUÉM QUE TENHA NOÇÃO O SUFICIENTE TERIA A CARA DE PAU DE COLOCAR UM RESUMO DE UM LIVRO ADOTADO PELAS UNIVERSIDADES DE DIREITO NO INICIO DO CURSO PARA OS ACADEMICOS, SEM TER EXTREMO CONHECIMENTO...LI O LIVRO, ADOREI O REESUMO, VC ESCREVE LITERALMENTE MUITO BEM...PARABENS, QUANTO AOS LEITORES DE JORNAL UMA DICA, A LEITURA É PARA SER INTERPRETADA E NÃO DECORADA....OBRIGADO...

Alê G. disse...

ESCLARECIMENTOS - Ignorando as propagandas:
Anônimo1 (21,Março), Anonimo3 (17,Abril), Gilberto Santos, Anonimo5 (7,Out), Anonimo6 (14,Out), e a todos que eventualmente lerem esta postagem:

Este blog foi criado para a postagem, exposição, desabafo, suspiros de textos que vem de alma, de textos "literários", sentidos, textos de momentos fotografados, não com os olhos, mas com a mente.
É claro que vocês não perceberam isso, dado seus comentários. Pelo visto, não perceberam a própria estética do texto. A atenção maior é direcionada ao veredicto por mim elaborado e toda a postagem foi feita unicamente com este interesse, afinal, que sentido teria eu publicar em blog um mero resumo de texto para outros estudantes que, assim como eu à época, tão pouco sabem acerca do que se desenrola no mundo do Direito? Ainda mais sendo tal publicação colocada em meio a tantos outros textos sentidos, e não meramente escritos...

Enfim, a todos os que leram ou que porventura os que vierem a ler [muito embora eu duvide bastante de que alguém se dará ao trabalho de ler este meu comentário], tenham em mente a minha intenção: o resumo do livro foi colocado neste blog unicamente para situar possíveis e eventuais leitores, desobrigando-os de buscar o livro para que entendessem para qual situação o veredicto foi escrito.
Caso eu desejasse escrever um resumo acadêmico: i) não postaria no blog; ii)não me limitaria aos fatos que escrevi; iii) aprofundaria a parte do texto relativa ao resumo, minimizando a que diz respeito à minha possível atitude se confrontada com tal situação.
Assim sendo, em hipótese alguma iria prender-me a espaços de tempo de assassinato, saída, ou instrumento utilizado, se rádio, máquina, instrumento a pilha ou sem fio, se findou a bateria ou se foi desligado, ou perdeu o sinal. Escrevi o que li, e não inventei. As traduções podem divergir. O que realmente importa não são lapsos temporais, à época, eu não havia dado nenhuma espécie de Direito Processual, e por mais que houvesse, não se aplicaria. Não interessa o instrumento ou o que ocorreu com a carga, mas sim que a comunicação foi interrompida, ou que a resposta lhes foi omitida. Importa que houve assassinato, houve canibalismo, houve contradição. Qual o sentido de resgatar se a condenação será a morte?
Não deixo de achar interessante o fato de, três anos depois, continuarem comentando neste texto, que de acadêmico, tem a mais ínfima parte. E o título.

Alê G. disse...

AGRADECIMENTOS
nadja, Anônimo2 (3,Abril), mariana, Anônimo3 (2,Out), Anônimo4 (14,Out) :

Obrigada pelos comentários e por estimularem a discussão, bem como tirando eventuais dúvidas. Geralmente, as pessoas só comentam se em posição de discordância ou se visam acrescentar algo.
Os lapsos temporais que escrevi forma os que estavam na minha versão do livro, bem como o rádio a pilha. Nesta mesma versão, constava que Whetmore hesitava em lançar seus dados e outro prisioneiro, utilizando-se de sua mão, joga os dados em seu lugar. De qualquer forma, ele é o “escolhido pela sorte”.

Marcelo Klimke:

Obrigada pelas palavras, você foi a única pessoa que percebeu o cunho literário da postagem, aliás, o único lado que eu pretendia expor e também o único que foi ignorado, embora em predominância.
Como escrevi no comentário anterior, para esclarecimentos, a parte resumida é apenas para situar o corpo e espírito do texto, para os que não leram o livro possam acompanhar o raciocínio. Se encontram aqui um lugar para praticar sua argumentação e localização de pontos ambíguos ou mal definidos no texto, ainda assim, agradeço por estimular-lhes, mas versões variam, bem como interpretações. Se o próprio livro pode ser interpretado de maneiras diferentes, a minha postagem, assumindo que tenha cunho literário, substancialmente, deve ser mais profundamente ainda interpretada.

Obrigada pelas leituras e pelos comentários.

Tamires disse...

Eles não pedem para serem julgados por quatro juizes, o que acontece de fato é que eles pedem que o caso seja julgado pela suprema corte, que é constituída de 5 juizes: o presidente da corte, Juiz Truepenny, Juiz Foster, Juiz Tatting, Juiz Keen e Juiz Handy. O que acontece é que ocorre um empate, onde dois os inocenta, dois os condena e um se obstem de julgá-los, portanto mantendo-se a sentença condenatória da primeira instância.

Tamires disse...

só pra constar, sem ofenças :D

Anônimo disse...

Olá Alê. Eu tenho que fazer exatamente o que você fez. Julgar o caso como se eu fosse um dos juizes e inocentá-los ou condená-los. Seu julgamento está fantástico e com certeza servirá de inspiração para o meu próprio julgamento.
Gisele.

Anônimo disse...

Quero parabenizar pelo exelente texto,ao contrario da nossa colega,percebo enqunanto se fala do " jogo," fica incoerente a racionalizaçao,pois,etenda que a adaptaçao ou seja os depoimentos dos reus,podem tem ese raciocinio,logico coerente,para que se pudesse de fato receber a sentença e ser absolvidos.
Logo, como esses raciocinio " os exploradores da caverna sabia claramente de como era a lei "quem quer que intencionalmente prive a outrem da vida sera punido pela morte", cabe salientar qeu os exploradores poderiam muito bem em seu direito a defesa alegar que ali teria agido como forma de um direito natural, onde se encaixa perfeitamente o exemplo do jogo,mas por parte,digamos que eles pudessem omitir essa e contar sua versao?
Concluo sim que seu texto muito bem elaborado, de fato, mas faltou a logica do pensar,refletir se realmente o que relatos os reus de fato concreto e veridico.
com base no texto, fica esposto a ridicularidade que os exploradores passaram ali, sem duvida esse caso certamente comove,mas é irreparavel e incostitucional triblar a lei. de fato a incostituilidade.
Afirmo que no ambito do Ciencia do direito, voce previlegiou o objetivo fundado em direito natural,sendo que o direito natural e subjetivo ao direito positivo,contraria a constituiçao caso os exploradores nao fossem condenados, assim o Juiz agiria pela emoçao elevando o senso comum, e nao pela razao e verabilidade de que de fato ali foram engerido carne humana, de forma desproporcional, a lei.
a condenaçao para os reus seria de fato justo e satisfatoria nao para opinioes e sim pela justiça que ali arbitra.

Anônimo disse...

Fiz uma sentença sobre o mesmo livro e depois pesquisando sobre o caso descobri esse seu artigo, nossas opinião se assemelharam em vários aspectos, gostei muito da forma que escreveu e expôs sua opinião, Parabéns!
=)

Anônimo disse...

Fiz uma sentença sobre o mesmo livro e depois pesquisando sobre o caso descobri esse seu artigo, nossas opiniões se assemelharam em vários aspectos, gostei muito da forma que escreveu e expôs sua opinião, Parabéns!
=)

Anônimo disse...

Parabens estou fazendo um trabalho pra faculdade e me ajudou muito a sua opnião e concordo com o seu longo comentario:seu blog sua opinião!

Ana Charlene Negreiros disse...

Muito interessante sua sentença.Minha turma fará uma encenação sobre o caso aqui na UFPA e encontrei por acaso seu blog no google. Seus argumentos são bastante coerentes e você têm uma forma muito gostosa de escrever que prendeu minha atenção até a última palavra do texto. Concordo que os detalhes estritamente legalistas que os comentadores exigiam não cabe num texto tão claro como o seu. Acho que se você se prendesse demais ao texto seria mais uma resenha do livro,mas você soube fazê-lo de uma forma encantadora. Parabéns!

Alê G. disse...

É interessante ver as palavras nunca morrem.
Muitas vezes esqueço desta postagem em questão, muito embora quando a mente a ela se volte as lembranças venham como se hoje a tivesse escrito.
Ainda mais interessante e gratificante é ver que os comentários estão cada vez mais construtivos, é uma honra saber que tantas novas mentes convergem neste pensamento que elaborei. Obrigada por fazerem perceber que conseguimos nos fazer expressar da melhor maneira possível (o que vemos já que nenhum comentário foi exatamente no sentido oposto ao que escrevi, sem considerar os detalhes literais).

Por fim, sinceramente, obrigada pelos elogios e voltem sempre.

Anônimo disse...

se fosse fazer uma resenha critíca sobre "os exploradores de cavernas"
como ficaria? qual é a sua opinião sobre esse texto?

obrigada.

Alê G. disse...

Encontrei outro trecho das anotações dos meus sentimentos ao ler o livro.
Licença poética. Nada de interpretação ao pé da letra por aqui.
(última anônima: tudo que escrevi até então reflete o que penso/sinto a respeito. desnecessária nova resenha)

_______________________________________________
Em 17.04.06:
.exploradores.prisioneiros.loucos.canibais.

julgo-os culpados por escolherem a vida.
por irem contra as regras. por desafiarem a morte. por assinarem um contrato. por cumprirem com a palavra. por medirem seus atos. por consultarem fontes. pensarem nas conseqüências. insistirem no plano. agirem racionalmente. conviver por vinte dias. esperar por mais três. lutarem por si mesmos. saberem que estavam sós. formularem seu estado. conhecerem o primitivo. por matarem pra viver. por passarem por cima de tabus. por se ferirem psicologicamente. e se salvarem fisicamente. por resistirem quando o exterior se calou. por acreditarem quando não tiveram apoio. por serem corajosos. por vencerem.

Maria disse...

Estou iniciando o curso de Direito, e faremos logo um ''julgamento'' sobre O Caso Dos Exploradores De Caverna. Eu, perante ao caso, optei pela defesa, por achá-los inocentes no caso. Pois, caso contrário, não valeria a pena salvar essas vidas,se a sentença condenatória seria a forca.

Anônimo disse...

O resumo está certo sim. A resposta do médico foi que sim, eles poderiam viver mais de dez dias caso se alimentassem da carne do individuo, mas não que eles deviam ou poderiam fazê-lo. Mas acho que, embora o contexto não possibilitasse o uso da razão para explorar novas opções, eles deveriam ter pensado um pouco mais. Eles estavam vestidos, não era necessário se alimentar do individuo completo. Se cada um comesse um próprio dedo por dia e estancasse o sangue, embora a dor, todos sairiam vivos, sem mãos, mas vivos.

siomar zachesky disse...

Siomar - 2º período de Direito.
Adorei toda a matéria e os textos dos colegas expondo sua visões e conclusões. Não me acho a altura de julgar ou proferir um comentário à respeito do que realmente houve e a forma como tudo aconteceu, com as minúcias com que foram descritas, apesar de resumidas,pois, esse é o real objetivo, resumir de forma clara. Todos os comentários, uns discordando e outros, um pouco mais alterados, mas com sinceridade de pensamento e vontade de se fazer justiça, se atendo a pequenos detalhes que, a primeiro momento, possa parecer desnecessário,mas, acredito eu, num julgamento tudo há que se levar em consideração. Quero parabenizar a todos. Parabéns!

Anônimo disse...

Bom,li o livro para um trabalho da faculdade. e o que esta no livro nao condiz muito com o que consta no seu resumo, pois eles na verdade ficaram sem pilha no radio, e as autoridades nao lhes deram voz afirmativa que poderiam cometer o ato feito. e no livro eles foram condenados a morte na forca, pois no recurso houve duvida quanto aos juizes que dessidiram manter o veredito do tribunal
CARACAAAAAAAA ,O ANÔNIMO QUE POSTOU ISSO DAÍ TÁ MALZ HEIM FILHO ? PRIMEIRO DECIDIRAM É COM C E NÃO COM SS ( agora olhem a gravidade da situação : um estudante de direito que escreve decidiram com SS.. . o que podemos esperar da educação nesse país ??!!) e SEGUNDO - A PILHA NÃO ACABOU !!!ELES DESLIGARAM O RÁDIO !IMAGIN OA NOTA QUE VOCÊ DEV TER TIRADO NESSE RTRABLAHO ,PUTZZZZZZZZZZ!!Me revolta ler umas coisa tão sem noção cara !