7.18.2006

A caminho da praia, costumo viajar em leituras. Idade Média, Artur (o Rei que não foi rei), Guinevere, Derfel, Merlin, Lancelot, Morgana. Tudo voando ao meu redor, me deixando entre estradas com casas e fortalezas de pedras, entre gritos e paixão nas guerras, até mesmo ansiando por usar uma lança em uns tantos anos atrás. Imaginando qual seria o símbolo de meu escudo. Acima de qualquer coisa, desejando viver naquele tempo onde as palavras valiam mais que qualquer coisa e eram as guardiãs da vida.
"Juro que sempre lhe protejerei", um beijo na lâmina de uma espada e a certeza de um futuro ao lado de alguém. Juramentos inquebráveis. Quando, dentro de um desses sonhos através das linhas, penetra um som.
"Já conheci muita gente
Gostei de alguns garotos
Mas depois de você
Os outros são os outros
Ninguém pode acreditar
Na gente separado
Eu tenho mil amigos mas você foi
O meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você, os outros são os outros e só
São tantas noites em restaurante
Amores sem ciúme
Eu sei bem mais do que antes
Sobre mãos, bocas e perfumes
Eu não consigo achar normal
Meninas do seu lado
Eu sei que não merecem mais que um cinema
Com meu melhor namorado
"
Uma melodia mais calma que as demais. Como se estivesse colocada no lugar errado. Desperto. E antes não tivesse despertado. Se vivêssemos naquele tempo, ah... as tantas juras que fizemos não estariam agora como fumaça em um passado distante. Um passado que era tão eterno... E não teriam outros. Seriam só tuas flores. Tuas canções. E eu fecharia meus olhos feliz, quando estivesse escuro e a lua sorrisse para mim como nesses dias.
____________________________________________________________
Para deixar mais claro, é um diário do coração. Não segue regras, nem tem começo nem fim. Pode continuar por outros posts ou acabar em um só.

0 comentários: