"De repente,por uma fração de segundo, sentimos que toda a nossa vida está justificada,
nossos pecados perdoados, o amor é sempre mais forte e pode nos transformar definitivamente.
Mas também é nesse momento que temos medo. Entregar-se por completo ao amor,
Mas também é nesse momento que temos medo. Entregar-se por completo ao amor,
seja ele divino ou humano, significa renunciar a tudo, inclusive ao seu próprio bem-estar,
ou sua própria capacidade de tomar decisões. Significa amar no mais profundo sentido da palavra.
Com o amor é assim: ele chega, instala-se e passa a dirigir tudo."
Paulo Coelho (A Bruxa de Portobello)
Às vezes o coração resolve dar passos à frente sem consultar o passado. Às vezes o que fazemos parece não ter sido de nosso arbítrio. Às vezes é como se algo nos impulsionasse a tomar a decisão mais improvável. Às vezes esta decisão acaba sendo a certa. Às vezes as palavras somem repentinamente. E às vezes louvamos o silêncio de um luar. Às vezes as almas parecem se entender sem som algum. E então descobrimos que, sobre o amor, só o tempo dirá. Às vezes aceitamos sem pensar. Às vezes lutamos para confiar. Às vezes tudo se mostra complicado, escuro e repleto de lágrimas. Mas às vezes aceitamos essa visão com a promessa dos sorrisos que está por trás. Às vezes o medo de amar é superado, deixamos nossas mãos serem tomadas e permitimos um par de pegadas ao lado das nossas. E quando o coração chora baixinho, às vezes fazemos novas promessas consolando. Às vezes um abraço e um olhar se tornam eternos. Quando uma redoma de vento parece nos isolar do resto do mundo. Às vezes os lábios segredam suas palavras mudas, o tempo parece passar ao contrário, o corpo parece deixar a alma um pouquinho mais folgada, saindo pelos poros. O coração parece ser o único a entender. E às vezes nos assustamos com isso. É quando sentimos uma certa mágica. É quando nenhuma palavra pode explicar. É quando, mesmo sentindo, lutamos para acreditar. Às vezes entendemos, em um segundo eterno, tudo o que muitos sonham entender em toda a sua vida, quando o universo inteiro parece parar e se refletir dentro daquelas almas abraçadas ao silêncio do luar.
Paulo Coelho (A Bruxa de Portobello)
Às vezes o coração resolve dar passos à frente sem consultar o passado. Às vezes o que fazemos parece não ter sido de nosso arbítrio. Às vezes é como se algo nos impulsionasse a tomar a decisão mais improvável. Às vezes esta decisão acaba sendo a certa. Às vezes as palavras somem repentinamente. E às vezes louvamos o silêncio de um luar. Às vezes as almas parecem se entender sem som algum. E então descobrimos que, sobre o amor, só o tempo dirá. Às vezes aceitamos sem pensar. Às vezes lutamos para confiar. Às vezes tudo se mostra complicado, escuro e repleto de lágrimas. Mas às vezes aceitamos essa visão com a promessa dos sorrisos que está por trás. Às vezes o medo de amar é superado, deixamos nossas mãos serem tomadas e permitimos um par de pegadas ao lado das nossas. E quando o coração chora baixinho, às vezes fazemos novas promessas consolando. Às vezes um abraço e um olhar se tornam eternos. Quando uma redoma de vento parece nos isolar do resto do mundo. Às vezes os lábios segredam suas palavras mudas, o tempo parece passar ao contrário, o corpo parece deixar a alma um pouquinho mais folgada, saindo pelos poros. O coração parece ser o único a entender. E às vezes nos assustamos com isso. É quando sentimos uma certa mágica. É quando nenhuma palavra pode explicar. É quando, mesmo sentindo, lutamos para acreditar. Às vezes entendemos, em um segundo eterno, tudo o que muitos sonham entender em toda a sua vida, quando o universo inteiro parece parar e se refletir dentro daquelas almas abraçadas ao silêncio do luar.
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Vide A minha inércia

2 comentários:
muito boa descricao sobre um momento amoroso, o amor que é um sentimento quase que indescritivel, se tornou nas linhas do teu poema algo muito proximo do que todos sentem porem sem expressividade literária
bjs alessandra
Gostei muito do blog e, ainda mais, de saber que tenho uma aluna-poeta. Tenho um gosto especial por prosa poética. Dada a correria, só pude olhar superficialmente o blog, mas vou colocar o link no meu e voltar periodicamente.
Parabéns e um abraço.
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